Prédio que desabou em Salvador apresentava rachaduras há pelo menos dois anos, relatam moradores
- Redação DRMS

- há 17 horas
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Um dia após o desabamento de um prédio na localidade da Baixa das Pedrinhas, no bairro de Luís Anselmo, em Salvador, equipes da Defesa Civil de Salvador (Codesal), do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia e de outros órgãos públicos continuaram atuando neste domingo (18) na retirada de escombros, avaliação de imóveis vizinhos e assistência às famílias afetadas.
A tragédia deixou três mortos e três feridos. Segundo moradores e informações da Codesal, o imóvel apresentava rachaduras visíveis havia pelo menos dois anos. A obra executada no local teria como objetivo conter o agravamento dos problemas estruturais.
De acordo com relatos de vizinhos, o proprietário do prédio já havia sido alertado sobre os riscos da estrutura. O terceiro corpo foi localizado por volta das 4h deste domingo. As outras duas vítimas foram encontradas ainda na noite de sábado, sendo que uma delas chegou a ser resgatada com vida, mas não resistiu aos ferimentos.
As vítimas fatais foram identificadas como Roberto, Maurício e Raimundo, trabalhadores que atuavam justamente na obra de reforço estrutural do edifício.
Moradores da região iniciaram o resgate antes mesmo da chegada das equipes oficiais. Líder comunitário da localidade, Henrique Piaba afirmou que o prédio apresentava sinais de comprometimento estrutural há meses e que as rachaduras teriam aumentado dias antes do desabamento.
“Os moradores relataram que o imóvel dava sinais mais graves nos últimos dias, com novos estalos pouco antes do desabamento. A obra era uma tentativa de proteger a estrutura, mas, pelo que sabemos, não havia acompanhamento de engenharia”, declarou.
Na manhã deste domingo, o proprietário do imóvel esteve no local com ferimentos na cabeça e aparentando forte abalo emocional. Segundo moradores, ele ajudou inicialmente na retirada dos escombros antes de ser levado para a casa de familiares. A esposa e a filha dele sofreram escoriações leves.
O diretor da Codesal, Adriano Silveira, reforçou a importância de comunicar imediatamente sinais de risco estrutural aos órgãos competentes.
“Qualquer sinal de rachadura, parede empenada ou vício construtivo deve ser informado à Defesa Civil para que possamos fazer as avaliações necessárias e evitar tragédias como essa”, alertou.












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